top of page

Manutenção Preventiva na Prática: Relato de Campo em uma Máquina 3015 3000W

Foto do escritor: ADG Soluções Industriais
ADG Soluções Industriais
1 de out.
3 min de leitura

Veja o que encontramos, o que foi corrigido e o que a manutenção preventiva evita na sua operação de corte a laser.


Tem máquina que parece estar tudo bem: corta, produz, ninguém reclama. Mas será que está mesmo? A gente foi a campo fazer uma manutenção preventiva em uma máquina de corte 3015 com laser de 3000W e, mesmo com ela rodando, encontramos coisa que daria dor de cabeça lá na frente. Vem ver como foi.


Como a máquina chegou pra gente


A máquina estava em operação normal. Não tinha nenhuma parada, nenhum chamado de emergência. A visita foi somente para preventiva, e o primeiro passo foi olhar com calma como o equipamento estava por dentro e por fora.


Antes: máquina


Antes: cabeçote e base do cabeçote contaminados


Máquina industrial corta chapas metálicas cinza em fábrica, com cabeçote e cabos visíveis.

O cabeçote e a base dele estavam com contaminação acumulada. É o tipo de sujeira que a rotina de produção esconde, mas que mexe com estabilidade e conexões com o tempo.


Limpeza e descontaminação: a base de tudo


Boa parte da preventiva é feita assim: tirar o que não devia estar ali. Fizemos a limpeza e descontaminação geral do equipamento, incluindo:


  • Guias lineares (com lubrificação)

  • Lagartas protetoras dos cabos

  • Sanfonas de proteção das guias

  • Motores

  • Parte externa do cabeçote


Antes: guias lineares


Close-up de uma máquina industrial com guias lineares contaminadas, cabos pretos e detalhes amarelos, em ambiente técnico.

Depois: guias lineares descontaminadas e lubrificadas


Close-up de peças de uma máquina industrial, com foles pretos e guias lineares, em ambiente técnico.

As guias lineares são as responsáveis pelo movimento da máquina. Resíduo acumulado ali pode comprometer o deslocamento e acelerar o desgaste. Por isso, limpar e lubrificar do jeito certo faz tanta diferença.


Verificação de aperto e conexões


Além de limpar, a gente confere se está tudo firme e bem conectado:

  • Parafusos de fixação dos motores e cabos de alimentação

  • Fixações e conexões do cabeçote (com reaperto, pra garantir estabilidade)

  • Conexões do controlador de válvulas


Realizado a descontaminação e verificação das conexões e aperto de parafusos de fixação dos motores


Atuador/motor industrial metálico montado em máquina, com etiqueta azul, ao lado de sanfona preta no equipamento.

Realizado a verificação das conexões do controlador de válvulas


Sensor industrial com visor digital 0.00 ligado a mangueiras azuis e válvulas, em ambiente técnico de oficina.

Parece detalhe, mas parafuso frouxo e conexão mal apertada são vilões silenciosos: a máquina vibra, perde estabilidade e o problema vai crescendo sem fazer barulho.


O que a manutenção preventiva descobriu


Aqui está o motivo de não esperar a máquina parar pra chamar o técnico. Encontramos três pontos que ainda não tinham virado problema, mas iam virar:


1. Sensor de fim de curso do eixo Y com defeito. Foi substituído.


Sensor preto com LED vermelho aceso sobre superfície metálica, ao lado de cabos e peças/conectores soltos.

2. Sensor de limite inferior do eixo Z com defeito. Também substituído.


Mão segura fios de sensor soltos ao lado de máquina; à direita, cabo consertado com conector preto e seta vermelha.

Esses sensores delimitam o curso dos eixos. Quando falham, a máquina perde uma proteção importante do movimento. Trocar antes de dar problema sai muito mais barato do que lidar com as consequências depois.


3. Borne exposto. Fizemos a organização de alguns cabos e o isolamento do borne, que estava exposto e sujeito a contato acidental e possíveis falhas elétricas.


Comparação de painel industrial bege, com fios expostos à esquerda e seta vermelha apontando para a lateral reparada à direita.

Esse é o ponto que mais pesa, porque envolve segurança de quem opera a máquina, além da produção.


Resultado: máquina liberada para produção


Depois de toda a manutenção, fizemos os testes operacionais e as verificações gerais de funcionamento. A máquina apresentou desempenho satisfatório, em excelente condição operacional, sem nenhuma anomalia nos testes.


Depois: cabeçote e base do cabeçote descontaminados e verificados conexões e aperto de parafusos de fixação


Cabeçote amarelo de máquina industrial cortando metal em interior escuro, com mangueiras e base metálica.

Máquina finalizada


Máquina liberada para produção


O que fica de aprendizado


  • Máquina rodando não significa máquina saudável.

  • Sensor com defeito e borne exposto não avisam antes de dar problema.

  • Limpeza, lubrificação e reaperto, que parecem o básico, são o que mantém a máquina estável.

  • A manutenção preventiva custa menos do que uma parada de produção.


Quando foi a última preventiva na sua máquina?


Se você não lembra, ou se a sua máquina nunca passou por uma revisão completa, vale agendar. A equipe técnica da ADG faz um diagnóstico completo e te mostra tudo o que encontrou, com fotos e vídeos, como neste relato.



Comentários


bottom of page